Feliz 2019

 

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Foto de Jéssica Mirtiany

Fiz das publicações de aniversário, natal e ano novo rituais resistentes por alguns anos. Permaneço com a ideia viva de que devo aos que me leem textos que marquem a data especial. Eu não trouxe nada neste natal. Nem percebi que ele passou por mim. Também não traria nesta virada de ano, mas minha melancolia me exigiu expressão escrita. Respondi a todo o ano de 2018 com muita melancolia, por mais tempo do que qualquer outro ano que já vivi. Estou me retraindo e sentindo-me desmotivada. Não estou ansiosa pelo ano novo que virá amanhã, contudo desejo que sintas isso à flor da pele; que sejas feliz como muitos não conseguem ser; e que principalmente lembra-te de Deus em tudo o que fores fazer, sobre todas as tuas ações e contes a Ele todos os teus pensamentos, sonhos, tristezas e desenganos.

Feliz 2019! Aproveita os dias que tens para viver e fazer isso valer à pena!
Eu ficarei com Deus dentro do coração e ao meu lado, não importando o estado emocional.

Grande Abraço!

Jéssica Mirtiany

 

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Chuvas na Memória

childhood

Tenho vivido pensamentos chuvosos e desejado que chovesse, até que o tempo resolveu chover – mais que o céu, o tempo. Tempo de chuva é mais do que água que cai. Convenhamos que mudamos nosso olhar quando o clima aconchegante da chuva nos visita. Bate até uma saudade inexplicada dos tempos de maior simplicidade que vivemos. Concordemos. Quanto a mim, saudade de quando, com a mente organizada para me proteger dos primos bagunceiros e pidões, espalhava brinquedos, sozinha, pelo chão frio, colecionando coisas pequenas e coloridas, sem saber o que fazer com boneca – nunca aprendi a brincar de mãe de boneca e nunca tive bebê -, só queria saber de coleções e de ver livros didáticos – ver, não ler atentamente, nunca apreciei a leitura mais do que meu próprio devaneio nem nunca me destaquei por ler bastante -, mas viajar nas imagens do livro de geografia. Não era a criança que se destacava pela inteligência cultural ou escolar, mas a que idealizava e  criava as próprias miragens sobre as imagens que via, os comerciais ecológicos de televisão, as cenas astronômicas que vira do Marcos Pontes, em dois mil e pouco… Não sei se ainda hoje, mas fui uma criança sem graça. Tímida, reservada, nada nerd e, por ironia da vida, de quase tudo eu sabia… Porque observava, interpretava e concluía depressa, coisas de felicidade adulta – com cabeça velha para desejar ser feliz como uma criança… Bastante alfabetizada e amiga das línguas, desde muito cedo, mas só porque isso me foi fácil. Contudo volto a falar da chuva. Foi por causa dela e dos  ambientes que ultimamente vi que escrevi. Vi hoje um cenário pouco semelhante ao da imagem, mas no estilo de interior brasileiro e por causa disso retomei a mim quando chovia na infância…

Jéssica Mirtiany

Vinte e Quatro

me as a child

Hoje é meu aniversário de 24 anos e me propus a buscar blogs amigos com os quais mantive contato enquanto utilizava a plataforma Blogger, antes de migrar para esta, WordPress. Está de madrugada. Me vejo mergulhada no mundo dos jardins da época da minha assiduidade com tantos leitores amigos e tantos blogs que com frequência eu visitava que me dispus a escrever aqui neste, agora, neste dia especial, para matar a saudade.
Eu tenho muitos sonhos antigos de exercer várias funções. Dentre elas quero ressaltar apenas a minha enorme vontade se ser escritora de livros de literatura infantil. Não sei o motivo, mas é a categoria na qual me vejo perdida em meus sonhos de infância. Então, os escreveria mesmo para meu prazer, se por acaso nenhuma criança pudesse me ler. Tenho sempre solicitado os livros infantis disponibilizados pelo Itaú para estocar e navegar no mundo deles quando estou com crianças e quando estou sozinha também. Já doei alguns, já levei outros para ler a uma ex aluna de na época 9 anos, a Clara, e era uma das tarefas favoritas dela: ouvir histórias. Eu sempre fazia questão de dar ênfase e dramatizar algum ocorrido, como se eu estivesse mesmo me sentindo impressionada. Eu me sentia, mas queria que ela paralizasse e arregalasse os olhos para depois comentarmos sobre o que foi lido.
Enfim, hoje é meu aniversário. Já solicitei a nova coleção do Itaú que chegará em até 25 dias úteis. Minha vida mudará bastante daqui para frente, mas tenho grudada em mim a certeza de que a cada ano que passar, a cada aniversário que eu fizer, mais me tornarei a criança que fui, retornando, desta vez, com mais experiência, compreensão, humildade, sonhos e autenticidade.

Jéssica Mirtiany
16/10/2018

Café

[ monte de café
Autor desconhecido
Café é bebida de rico e pobre.
É a elegância aromática e saborosa
de um líquido cheio de personalidade.
Desconfio que os cafecólatras
tomam café porque são de pensar muito,
que diante de momentos de reflexão
assim o fazem com a ajuda de uma xícara bonita
ou de um copo feio, com café.
Café é não só bebida:
é sim companhia, segurança e amizade.
É conjunto de pensamentos diluídos com pó,
que, ao escorrer pelo esôfago,
envia ao cérebro as informações necessárias
que há muito foram programadas
e que se aplicam a cada um, distintamente;
Desperta viagem interior.
É coisa divina
e unida a fé!
Fecham-se os olhos;
casa-se com o café.

Jéssica Mirtiany

Se eu Fosse uma Estrela…

eu star

Eu seria uma estrela que crê na verdade.
Eu seria uma estrela que possui a verdade.
Eu seria uma estrela completa
Uma estrela que sonha em ser vestida
e transformada em infinitude.

Eu seria uma estrela pensante e inteligente,
bem como uma estrela intuitiva e sentimental.
Eu seria uma estrela certeira ao alvo.
Eu seria uma estrela de verdade.

Eu seria uma estrela de intenções.
Seria uma de coração compassivo.
Eu seria uma estrela que luta pelo pensamento lógico universal e biológico.
Eu seria uma estreja jamais ameaçada.

Seria uma estrela individual e completamente nutrida.
Seria uma estrela interna, mas porventura externa.
Seria então uma estrela que se locomove.
Seria, por isso, uma das estrelas que fariam parte de uma constelação,
Indo para perto delas sempre que desejasse.

Eu seria uma estrela azul, nem quente nem fria.
Seria uma estrela de sentimentos bons estáveis.
Mas também uma estrela às vezes surpreendida positivamente.

Eu seria uma estrela redonda e cintilante, mas não ofuscante.
Uma estrela que gira suavemente para a direita.
Eu seria uma estrela com olhos e mãos.

(é possível que eu edite e adicione mais características depois)

Jéssica Mirtiany

A arte que parte do todo

[ new art
Imagem produzida no Paint

É preciso situar-nos em nossas vocações, treinar nosso olhar perspectivo para encontrar os melhores ângulos de nossas vidas e personalidades. Cada um de nós possui um conjunto de características que possibilita melhor desenvoltura se a isso for dado foco. Eu me enquadro no rol das artes práticas. Há uma infinide de artistas sérios que seguem profissão beirando a perfeição. Porém não eu. Só faço o que me é prático e didaticamente terapêutico. Meu conhecimento é parco, mas minha vontade de produzir é imensurável. Por isso fotografo, escrevo e poetizo a e à vida. Também a observo. Não sigo um conjunto teórico de regras e não me permito influenciar pelo que não minhas vocações.

Jéssica Mirtiany